quarta-feira, 9 de junho de 2010

Violência na Juventude


Não há nada mais assustador do que falar com uma criança que já feriu ou matou alguém, ou que deseje fazer isso; a alegria e o otimismo da infância se choca diretamente com uma visão pessimista e cínica da vida - e de suas próprias vidas.
Estas crianças não tiveram uma infância do jeito que nós achamos que deveria ser. Geralmente, vêm de lares onde não há harmonia; muitas vezes estão inseridas em contextos de violência como testemunhas ou vítimas; são garotos que não tiveram pai ou pelo menos um modelo paterno por perto; que estão há muito tempo fora da escola; que foram esquecidos por suas famílias, comunidades e pela a própria sociedade.

Essas crianças ainda lutam para encontrar seu lugar no mundo. Se transformam em pessoas amargas e hostis. Desenvolvem um mentalidade "nós contra eles", ficam paranóicas.

Como não se sentem parte de uma família ou comunidade, acabam se juntando com outras crianças e adolescentes em gangues; desenvolvem seus próprios códigos sociais valorizando conceitos como respeito e vingança. Dentro do seu grupo, mantém o status através de atos de lealdade - que quase sempre quer dizer defender sua honra a qualquer custo. De repente, estas crianças com baixa auto-estima sentem que fazem parte de um conjunto de relações construídas com base no respeito e lealdade; e cujo símbolo máximo muitas vezes é a arma.

''Tanya Byron''

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